quarta-feira, 23 de abril de 2014

Instrumentos de torturas utilizados na Inquisição

BALCÃO DE ESTIRAMENTOO suplício do estiramento, ou alongamento longitudinal mediante tração, era utilizado comumente já no tempo dos egípcios e babilônios. Desde a Idade Média até o final do século XVIII, esse e outros instrumentos para desmembramento constituíam apetrechos fundamentais em cada sala de tortura da Inquisição. A vítima era colocada deitada sobre um banco e tinha os pés fixados em dois anéis. Os braços eram puxados para trás e presos com uma corda acionada por uma alavanca. A partir desse momento, começava o estiramento, que imediatamente deslocava os ombros e as articulações do condenado, seguido pelo desmembramento da coluna vertebral e então pelo rompimento dos músculos, articulações, abdome e peito. Antes desses efeitos mortais, porém, o corpo do condenado se alongava até trinta centímetros. CADEIRA DAS BRUXAS  O condenado era preso com os pés para cima e a cabeça para baixo em uma grande cadeira. Tal posição causava dores atrozes nas costas, desorientava e aterrorizava os condenados. Além disso, possibilitava a fácil imposição de uma quantidade enorme de tormentos. A essa tortura eram submetidas principalmente as mulheres acusadas de bruxaria. Foi usada entre 1500 e 1800 em quase todos os países da Europa. Depois da confissão, as bruxas eram queimadas em autos-de-fé público, e suas cinzas, atiradas nos rios ou no mar. CADEIRA INQUISITÓRIA  Instrumento essencial empregado em interrogatórios pelo inquisidor na Europa Central, especialmente em Nuremberg, até o ano 1846. O réu sentava-se nu, e, com o mínimo movimento, as agulhas penetravam-lhe o corpo, provocando efeitos terríveis. Em outras versões, a cadeira apresentava assento de ferro, que podia se aquecido até ficar em brasa. A cadeira do retrato foi encontrada no castelo San Leo, próximo a Rimini, na Itália. O castelo era o cárcere do papa até 1848, e nele morreu o célebre mago Cagliostro, que com os seus poderes extraordinários conquistou todas as cortes da Europa. A cadeira tem 1.606 pontas de madeira e 23 de ferro. CADEIRA INQUISITÓRIA MENOR A cadeira de tortura era usada na Europa Central, especialmente em Nuremberg e em Fegensburg, até 1846, durante os procedimentos judiciais. O inquirido apoiava todo o seu peso sobre o assento, que era colocado em posição inclinada para a frente. Com o passar das horas, a posição incômoda tornava-se muito dolorosa, pelo efeito das agulhas nos braços e nas costas. Em outras variações, a cadeira, muitas vezes de ferro, podia ser aquecida - sobre cujas pontas incandescentes tinha de sentar o condenado. CAIXINHA PARA AS MÃOS A caixinha para as mãos que aparece na foto foi adquirida há pouco tempo, em um castelo da provença, Itália. Era usada como punição aos furtos leves praticados por domésticos. Também foi empregada como meio de punição pelos tribunais do século XVIII, para penalizar pequenos furtos. Prendendo geralmente a mão direita, esta era ferida com pregos. Além das dores do momento, o condenado ficava com a mão inutilizada. DESPERTADOR O despertador foi idealizado pelo italiano Ippolito Marsili, e deveria marcar uma mudança decisiva na história da tortura. Seria um sistema capaz de obter confissões sem infligir crueldade ao corpo humano. Não se quebrava nenhuma vértebra, calcanhar ou junta da vítima. Consistia o aparelho em deixar o condenado acordado o maior espaço de tempo possível. Era, na verdade, o suplício do sono. O tormento do despertador, definido no início como tortura não cruel, diante da Inquisição teve muitas variações até chegar ao procedimento absurdo de se amarrar com cordas firmes a vítima, suspendê-las e deixá-la cair com todo o peso do corpo contra o ânus e as partes sexuais mais sensíveis sobre a ponta da pirâmide, esmagando os testículos, o cóccix e, no caso de uma condenada, a vagina, causando dores atrozes. Muitas vezes a vítima desmaiava de dor. Então era reanimada para se repetir a operação. O despertador passou então a ser chamado "o berço de Judas". CAVALETEO condenado era deitado com as costas sobre um bloco de madeira de borda cortante com as mãos fixadas em dois furos e os pés presos em anéis de ferro. E então iniciava o suplício. Fechadas as narinas da vítima, o carrasco introduzia na boca um funil e uma quantidade enorme de água. Quando o estômago estava cheio a mais não caber, o carrasco e seus ajudantes pulavam sobre a barriga do infeliz, levando-o a expelir toda a água, e iam renovando a operação até o rompimento dos vasos sanguíneos, com uma inevitável hemorragia interna seguida de morte. CEGONHAEra um instrumento dos mais horríveis, e sua criação é atribuída ao italiano Ludovico Muratori. Esteve em uso nos tribunais italianos, no período de 1550 e 1650. Tem a aparência simples, mas a cegonha produzia na vítima fortes câimbras, que com o tempo levavam o condenado ao estado de loucura. ESMAGA-CABEÇAEsse instrumento esteve em uso, ao que parece, na Alemanha do Norte, e gozava de certa preferência. O se funcionamento é tão simples quanto cruel. Colocava-se a cabeça do condenado com o queixo sobre a barra inferior, e com o rosqueamento a cabeça ia sendo esmagada. Primeiro, despedaçava os alvéolos dentais, as mandíbulas, e então a massa cerebral saía pela caixa craniana. Mas com o passar do tempo esse instrumento perdeu a sua função de matar e assumiu o papel de tortura do inquisidor. Ainda permanece em uso em países onde a polícia emprega tortura para obter confissões, com a diferença de que são usados materiais macios, para não deixar marcas. ESMAGA-JOELHOEsse instrumento era colocado na perna da vítima, na altura do joelho, e apertado até que as pontas penetrassem a carne, estraçalhando a rótula. O exercício era repetido várias vezes, o que causava inutilizarão permanente da perna. Era uma tortura aplicada na Ásia, principalmente no São, até o século XIX. Era utilizada contra ladrões e estelionatários. Para os assassinos, depois da tontura, vinha a morte por decapitação. ESMAGA-POLEGAREsse instrumento era usado como alternativa às principais torturas, ou um tipo de amedontramento, antes de começarem as próprias. O acusado sofria a mutilação do polegar simplesmente com o aperto do parafuso. Usado na Alemanha e na Itália do Norte entre 1300 e 1700, esse método muito doloroso servia para obter delações, informações ou confissões de delitos, muitas vezes não cometidos. ESMAGA-SEIOS No século XV, as bruxas e a magia estavam em evidência. As crenças populares nesse campo eram tão enraizadas que foi muito ativo o comércio do "óleo santo", cinzas, hóstias consagradas, banha de cadáveres, sangue de morcego e similares. Então as bruxas e os bruxos passaram a ser considerados "hereges". Assim, o combate à heresia foi levado para o terreno da magia negra. Era comum, também, atribuir-se a uma pessoa bem-sucedida em negócios ou com o dom de sucesso repentino a acusação de magia. E, dentre vários instrumentos de suplícios, geralmente preferia-se recorrer ao ferro em brasa, que o fogo sempre foi mais "eficaz" na luta contra os demônios. Os esmaga-seios, aquecido em brasa, fazia parte dos instrumentos empregados contra as bruxas. Na Franca e na Alemanha, esse instrumento tinha o nome de tarântula, ou aranha espanhola. Com ele se despedaçava o peito das meninas-mãe ou das culpadas de aborto voluntário. FORQUILHA DO HEREGE O herege era reservado um tratamento diferente daquele dado aos condenados comuns, visto que o objetivo da penitência era a sua alma, ainda que no momento da morte. A Inquisição espanhola representava a fase aguda do processo acusatório contra as heresias, e atingiu índices de extrema crueldade. Todos os instrumentos de tortura não eram senão o preparo para a morte da vítima, que se aproximava a passos largos. Essa espécie de garfo era colocada no tórax e embaixo do queixo do condenado, e com uma cinta de couro era apertada contra o pescoço, fazendo com que as pontas penetrassem na carne. Foi muito usada no período de 1220 a 1600. Não era usada para obter confissões, mas como uma penitência empregada antes da execução do condenado. GARROTE  O garrote foi instrumento de pena capital usado na Espanha até a morte de Franco. A última execução foi em 1975, quando um estudante de 25 anos foi executado e logo em seguida reconhecido inocente. O instrumento servia para estrangulamento dos condenados e era "o golpe de misericórdia" para os condenados à fogueira. Os católicos que pediam para morrer debaixo da fé católica alcançavam o privilégio de serem sufocados primeiro. Os que declaravam querer morrer pelo judaísmo ou por outra religião eram conduzidos vivos à fogueira. No garrote, a vítima sentava-se de costas no banquinho de madeira, com o pescoço encostado ao poste. Uma presilha e um parafuso, como se vê na figura, sofocavam-no. GUILHOTINA A Revolução Francesa apagou todos os rastros da tortura, mas deixou de pé o patíbulo. O inventor da guilhotina foi o filantropo Dr. Ignace Guillotin. A Assembléia sancionou uma lei, em 3 de julho de 1791, pela qual "todas as pessoas condenadas à morte terão a cabeça cortada". Um ano depois, iniciou-se a utilização da guilhotina. Depois de diversas experiências feitas com cadáveres, morreu na guilhotina o primeiro condenado, no dia 25 de abril de 1792. Foi decapitado o condenado por nome Nícola Giacomo Pelletieri, e o verdugo foi Charles Henry Sansom, o mesmo que em seguida decapitaria o rei da Franca, Luis XVI. MACHADOTalvez seja o machado o mais antigo instrumento de suplício capital. É conhecido em todos as partes do mundo. A execução pelo machado era reservada aos condenados nobres, enquanto os plebeus eram supliciados por instrumentos que comportavam longas agonias antes da morte. Pelo machado foi decapitado Jacques D'armagnac, duque de Nemours, condenado em 1477 pelo Parlamento por crime de lesa-majestade, em Paris. Os filhos dele foram condenados a ficar sob o palco de execução para serem banhados pelo sangue do pai. Desse modo foram decapitados também, em 1535, João Fisher, bispo de Rochester, e Tomás Morus, por não terem querido se submeter às ordens vigentes. MÁSCARA DA INFÂMIANo período de 1500 a 1600, essas máscaras se apresentavam de formas variadas e muito fantasiosas. Eram utilizadas para aplicar penas a quem não aprovava o governo ou às mulheres "rebeldes" que, cansadas da escravidão doméstica e dos sucessivos estados de gravidez, se rebelavam. Eram também usadas máscaras infamantes nas faladeiras, nos beberrões e às vezes até em maus músicos ou mesmo nos maridos traídos (sobre a cabeça destes se colocava uma caveira de boi, com os respectivos chifres). Os condenados ficavam expostos em lugares públicos, bem visíveis. MESA DE EVISCERAÇÃOChamava-se de mesa de evisceração ou de esquartejamento manual. Nesse instrumento, o condenado era colocado deitado, preso pelas juntas e eviscerado vivo pelo carrasco. O carrasco abria-lhe o estômago com uma lâmina, prendia com pequenos ganchos as vísceras e, com a roda, lentamente ia puxando os ganchos. Os órgãos iam saindo do corpo da vítima durante horas, até que chegasse a morte. Alguns condenados permaneciam vivos durante dias depois de eviscerados, pois o carrasco tinha a habilidade de extrair das vítimas os órgãos não-vitais. Esse suplício esteve em uso em Portugal e na Espanha, de 1300 a 1800. APETRECHOS DE MUTILAÇÃOEram pinças e alicates e estavam sempre presentes na lista dos instrumentos de tortura dos carrascos da idade média. Eram usados a frio ou em estado incandescente e provocavam dores fortíssimas e mutilações. As pinças eram usadas principalmente para a ponta dos seios, unhas ou para extrair pedaços de carne. Os alicates tubulares eram usados para a castração. Os especialistas em atrocidades já haviam descoberto, para uso das pinças, as partes mais sensíveis do corpo humano. Também se usava marcar o rosto dos ébrios, vagabundos, ciganos e blasfemadores com um ferro em brasa, deixando uma marca irremovível. PÊNDULO A luxação ou deslocamento de ombros era um dos muitos suplícios preliminares às torturas propriamente ditas. Entre estas o pêndulo era o mais simples e eficaz, comumente empregado pela Inquisição portuguesa. Era uma das torturas mais comuns na Idade Média. A vítima era amarrada pelos pulsos a uma corda e levantada por uma roldana até a parte superior. O suplício consistia em afrouxar bruscamente a corta até o corpo quase tocar o chão, quando então o condenado era novamente suspenso, repetindo-se a operação diversas vezes, o que deslocava a musculatura da vítima, causando dores atrozes. RODA ALTA  Era reservada aos criminosos responsáveis por delitos contra a ordem pública: assassinos, ladrões, estupradores. De uso muito comum na Europa alemã, na Baixa Idade Média até o início do século XVIII. Era um suplício duplo: o réu era colocado nu, deitado no chão com os pés e as mãos fixados em anéis de ferro. Sob seus ombros, cotovelos, joelhos e tornozelos, eram colocados robustos pedaços de madeira. O carrasco, com a roda despedaçava-lhe todos os ossos, esmagando as juntas, mas evitando ferimentos mortais. Na segunda parte do suplício, o corpo da vítima assim todo triturado era dobrado sobre si mesmo e colocado em cima de uma roda de carroça, na horizontal, sobre uma estaca, e ali deixado por vários dias até morrer. Alguns chegavam a durar vinte dias nessa posição, e eram alimentados á noite para prolongar o seu sofrimento. Conta-se que o protestante Jean Calas foi assim supliciado, condenado pelo assassinato de seu filho e reconhecido inocente após ser despedaçado. RODA DE DESPEDAÇAMENTO  Esse instrumento produzia um sistema de morte horrível. O réu era amarrado com as costa na parte externa da roda. Sob ela colocavam-se brasas, e o carrasco, girando a roda cheia de pontas, fazia com que o condenado morresse praticamente assado. Em outros casos, no lugar de brasas se colocavam instrumentos pontudos, de maneira que o corpo ia sendo dilacerado à medida que se movimentava a roda. Esteve em uso na Inglaterra, Holanda e Alemanha, no período de 1100 a 1700. TRONCOEsse instrumento existia nos mercados e feiras ou na entrada das cidades. Era um instrumento considerado de uso obrigatório na Idade Média em quase todas as regiões da Europa. Esse e outros instrumentos, como as máscaras da infâmia, fazem parte de uma série para uso de punições corporais, os quais, além de constituírem uma punição para a vítima, eram também um exemplo para os outros. Eram utilizados para proteger a coletividade dos infratores. VIRGEM DE NUREMBERG  A idéia de se mecanizar a tortura nasceu na Alemanha, e ali originou-se a virgem de Nuremberg. Foi chamada assim porque o seu protótipo foi construído no subterrâneo do tribunal daquela cidade. A primeira execução de que se tem notícia foi realizada em 1515. Diz-se que a pena foi aplicada a um falsário que permaneceu no interior da Virgem entre espasmos atrozes durante três dias. As lâminas eram móveis e postas em posição tal que não podiam matar imediatamente o condenado. Somente o feria gravemente, fazendo com que morresse de hemorragia. Uma das facas da figura é original. Gálatas 4: 16 Tornei-me acaso vosso inimigo, porque vos disse a verdade? Fonte:cristaos.com

terça-feira, 22 de abril de 2014

Elementais da Natureza

Halloween, Samhain, Bruxas e Deusa Tríplice

 O Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos. Origem Pagã A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 a.C.) acabou mesclando a cultura latina com a celta, sendo que esta última acabou minguando com o tempo. Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas por uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam "o céu e a terra" (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrava com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo. Origem Católica Desde o século IV a Igreja da Síria consagrava um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e o dedicou a "Todos os Santos", a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween". Uma bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha e encarquilhada, exímia e contumaz manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível. É inegável a conexão entre esta visão e a visão da Hag ou Crone dos anglófonos. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. Alguns autores utilizam o termo, contudo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia. A Arte das Bruxas como era feita antes é chamada de Bruxaria Tradicional, ainda remanescendo até os dias atuais em grupos seletos, via de regra ocultos. Hoje também pode-se encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião" mas geralmente se tratam de Wicca, pois os membros de grupos de Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, revelando-se publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que novos candidatos os localizem. A Wicca é uma religião basicamente duoteística que crê tradicionalmente na Mãe tríplice e no Deus Cornífero. Estas duas deidades são muitas vezes vistas como facetas de uma divindade panteísta maior, ou que se manifestam como várias divindades politeístas. No entanto, há também outras posições teológicas dentro do Ofício, que vão desde o monoteísmo ao ateísmo. A Wicca também envolve a prática ritual da mágica, em grande parte influenciada pela magia cerimonial do passado, muitas vezes em conjunto com um código de moralidade liberal conhecida como a Wiccan Rede, embora não seja uma regra. Embora adorem o celta Cernunnos, símbolo da virilidade, e por vezes seja confundida com Satanismo, os wiccanos não creem em Lúcifer ou em Satã. Mãe tríplice é a deusa mãe dos celtas. É representada como três mulheres, cada uma segurando um objeto diferente, como um cão, um peixe e um cesto. Três era considerado um número sagrado para os celtas, daí as figuras triplas ou deuses de três cabeças. A Lua (a Senhora do Destino) é a grande trindade feminina de Donzela, Mãe e Anciã. Os rituais Druídicos são sempre realizados em conjunção com as fases da Lua, e as druidesas (sacerdotisas), alinham o trabalho mágico, com os ciclos menstruais. A Senhora do Destino é consagrada ao dia 6 de janeiro. Fases místicas da lua A donzela/Nimué - o crescente lunar, virginal e delicado; A mãe/Mari - a Lua Cheia, com seu ventre inchado de vida; A anciã/Anu - a Lua em quarto Minguante, sábia e poderosa, que desaparece na noite escura da morte (Morrigan, a Lua Nova).Fonte:caminhospagao

Bruxas de Salém

Nota: Se procura a peça de Arthur Miller, veja As Bruxas de Salem. Se procura o filme com Wynona Rider, veja As Bruxas de Salem (filme).  Ilustração de 1876 da sala de audiências. Bruxas de Salém refere-se ao episódio gerado pela superstição e pela credulidade que levaram, na América do Norte, aos últimos julgamentos por bruxaria na pequena povoação de Salém, Massachusetts, numa noite de outubro de 1692.[1] O medo da bruxaria começou quando uma escrava negra chamada Tituba contou algumas histórias vudus (religião tradicional da África Ocidental) a amigas, que, por esse fato, tiveram pesadelos. Um médico que foi chamado para examina-las declarou que as moças deveriam estar "embruxadas". Os julgamentos de Tituba e de outras foram realizados perante o juiz Samuel Sewall. Cotton Mather, um pregador colonial que acreditava em bruxaria, encarregou-se das acusações. O medo da bruxaria durou cerca de um ano, durante o qual vinte pessoas, na sua maior parte mulheres, foram declaradas culpadas de realizar bruxaria e executadas. Um dos homens, Giles Corey, morreu de acordo com o bárbaro costume medieval de ser comprimido por rochas em uma tábua sobre seu corpo até morrer, levando ao total 3 dias. Foram presas cerca de cento e cinquenta pessoas. Mais tarde, o juiz Sewall confessou que pensava que as suas sentenças haviam sido um erro. As principais testemunhas de acusação — que se diziam sob influência de bruxaria — foram Ann Putnam, Jr., Elizabeth "Betty" Parris, Maria Walcott e Abigail Williams.Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Por Leonardo Glass Abracadabra, sim sala bim! Todos nós, mágicos ou não, em algum momento já usamos algumas dessas palavras quando nos referíamos a demonstrações de poderes mágicos: abracadabra e o sorvete desapareceu; alakazam e a caneta mudou de cor… Este post se dedica a contar a origem de cada uma dessas experessões e quem foram os primeiros a utilizá-las. Hocus pocus e o post aparecerá… AGORA! — 1. ABRACADABRA Abracadabra é, dentre os termos aqui apresentados, o mais antigo que se tem registro. Esta palavra parece ter suas raízes no aramaico em que “ibra” (אברא) significa “eu tenho criado” e “k’dibra” (כדברא) que significa “através da minha voz”. Assim, a tradução de abracadabra seria algo como: “eu crio enquanto falo”. A primeira menção dessa palavra foi no século III DC em um livro chamado “Liber Medicinalis” (também conhecido como “De Medicina Praecepta Saluberrima“) escrito por Quintus Serenus Sammonicus, uma cientista do imperador romano Caracalla que prescrevia essa fórmula para a cura da malária. Os doentes deveriam usar essa fórmula em um amuleto em forma de triângulo. Dessa forma, dizia Serenus, a doença vai diminuindo conforme o encantamento vai diminuindo. Trecho do livro “Liber Medicinalis” contendo o encantamento “Abracatabra”, com “t” ao invés de “d”. (Clique na imagem para ampliá-la) Em 1582 Eva Taylor Rimmington escreveu no livro ” The Troublesome Voyage of Capt. Edward Fenton”: “Banester disse ter curado 200 pessoas em um ano apenas segurando abracadabra em seus pescoços.” A crença no poder desta palavra durou até o século XVIII. Em 1722 Daniel Defoe entristeceu-se ao ver que a superstição em torno do abracadabra continuava a existir. Ele escreveu: “Pessoa enganadas; e isto estava claro no uso medalhas, pingentes, amuletos, exorcismos e eu não sei quais outros preparos para fortalecer o corpo contra a Peste; como se a Peste fosse um tipo de possessão de um espírito maligno. E por isso foi dito que se permanecesse com crucifixos, sinais do zodíaco, pedaços de papeis amarrado com muitos nós, com certas palavras ou figuras escritos neles, em especial a palavra abracadabra em forma de triângulo ou pirâmide.” Com o passar do tempo, a crença no poder do abracadabra diminuiu e no século XIX, o princípio da era de ouro da mágica, o abracadabra – entre outros termos mágicos – voltam à tona pelas mãos dos mágicos. O primeiro uso do abracadabra em um contexto de mágica data de 18 de outubro de 1819 na peça teatral “The Green Dragon; or, I’ve Quite Forgot ” de W.T. Moncrieff Rochester. A partir daí ela se popularizou até alcançar o sinônimo de mágica. Hoje ainda ela é lembrada, em especial pelos fãs de Harry Potter que conhecem o feitço Avada Kedavra, ou “o feitiço da morte”. — 2. ALAKAZAM Como quase todas as expressões mágicas é praticamente impossível rastrear a origem da palavra alakazam. Craig Conley em seu livro “Magic Words: A Dictionary“, diz que a palavra provavelmente teria origens árabes. Uma frase similar em árabe é Al Qasam que significa trigo. Por outro lado, alakazam também teria um equivalente hindu, que por sua vez significaria perfeito, sem falhas. Seria evocado para tirar a dor quando realizado um ato de grande resistência física. Temos a o termo Kazam, cuja a origem poderia ser a plavra grega temos a palavra “cassuma” que serve para designar uma trapaça bem feita. Por fim, segundo Fábio Brandão, a palavra ALAKAZAN seja de origem mongol e signifique CASTELO; ou quem sabe, seja de origem persa e signifique O PODEROSO… De todos os termos pesquisados para este artigo, este foi o que menos referências encontrei. Mesmo a grafia é bastante controversa, podendo variar entre alakazam, alakazan, allakhazam al-a-kazam, ali-kazam, Allah-gazam, entre muitos outros. E se levarmos em conta somente o term Kazam e suas variantes (Shazam, kazum, kazim,…) iremos mais longe ainda para lugar nenhum. Por isso, o mais provável, e que alakazam não passe de um amontoado de sílabas sem sentido e que acabou ganhando notoriedade com o passar dos anos pelo soar místico, uma vez que evoca algo de árabe em sua fonética. Não existem referências sobre o primeiro mágio a usar a palavr Alakazam. Porém, por quarenta anos o mágico dinamarquês Henri Alakazam (Henri Hermansen) viajou com sua turnê “Alakazam Magical Theatre” pela Dinamarca, Suécia e Noruega.O mágico Henri Alakazam e sua esposa Ann (Clique na imagem para ampliá-la) OBS: existe a Ezzedeen Al-Qassam que é o braço armado do Hammas, grupo xiita islâmico. Não sei se o termo Al-Qassam, usado por este grupo – e que segundo este grupo significa rompimento, divisão – tem relação ao termo Al Qasam aqui apresentado. — 3. HOCUS POCUS Essa expressão apareceu pela primeira vez como sendo o nome de um malabarista ou mágico no começo do século XVII. Segundo o livro de John Gee: “New Shreds of the Old Snare”, de 1624: “Eu sempre acreditei que ele tivesse aprendido os rudimentos de algum malabarista Hocas Pocas rapidamente.” Em 1634 foi lançado o livro “Hocus Pocus Junior, The Anatomy of Legerdemain“, onde pela primeira vez o encantamento aparece com a grafia como conhecemos hoje. Como o autor do livro permaneceu anônimo, ele foi sendo chamado pelos leitores do livro de Hocus Pocus. Capa do livro: “Hocus Pocus Jr. – Anatomie of a Legerdemain”. (Clique na imagem para ampliá-la) Thomas Ady, em 1656, escreveu “A Candle In The Dark“, oonde ele identifica um malabarista em particular que usava esse nome e essa fórmula em seu texto: “Falarei de um homem… que foi até o Rei James em seu tempo… que se autodenominava, O mais excelente Majestoso Hocus Pocus do Rei, e assim era chamado, porque ao executar cada Truque, ele costumava dizer, “Hocus pocus, tontus talontus, vade celeriter jubeo“, uma sombria composição de palavras, para cegar os olhos dos observadores, a fim de fazer seu Truque jamais fosse descoberto.“ O uso do hocus-pocus como parte de um encatamento, é datado de 1632. Segundo Thomas Randolph, em seu livro “The Jealous Lovers“: “Hocus-pocus, aqui você deve ter-me, e lá você deve ter-me!“ Outra teoria bastante difundida defendem a ideia de que hocus-pocus seria um jogo de palavras referente à celebração da eucaristia na Missa em Latim: “hoc est corpus meum” (este é o meu corpo). Apesar de ser uma teoria plausível, são poucas as evidências que suportam esta teoria; além disso, as demais palavras proferidas durante a Missa em Latim não batem com as palavras citadas por Thomas Andy, como sendo o texto prferido pelo malabarista em seus encantamentos. O texto completo da eucaristia diz: “Accipite, et manducate ex hoc omnes: hoc est enim corpus meum. Simili modo postquam coenatum est, accipiens et hunc praeclarum Calicem in sanctas ac venerabiles manus suas: item tibi gratias agens, bene dixit, deditque discipulis suis.” Traduzindo: tomai e comei: este é o meu corpo. Da mesma forma, ele tomou o cálice em suas nobres e veneráveis mãos e novamente dando graças, abençou-o e deu aos seus discípulos. Não existe, no texto latino, nenhuma similaridade com o encantamento: “Tontus talontus, vade celeriter jubeo exist.“ Autores acreditam que esta confusão nasceu de um sermão pregado por John Tillotson, arcebispo de Canterbury em 1694: “De sorte que esses corriqueiro jogo de palavras de hocus-pocus não são nada mais do uma corruptela de “hoc est corpus”, como uma ridícula imitação dos padres da Igreja de Roma em seu truque de Transubstanciação.” Dave Wilton, em seu website comenta sobre o texto de Tillonson: O principal objetivo de Tillotson aqui parece ser defender a doutrina da transubstanciação da Igreja Católica Romana ao invés de prover uma etimologia acurada. Ele certamente não foi o primeiro (e certamente não será o último) pregador a usar uma etimologia dúbia, ou mesmo incorreta, como ilustração de um sermão. Segundo a Wikipedia, esta tese não é muito aceita, pois os mágicos não ousariam ofender a Igreja (cuja autoridade moral era respeitada, na época) usando o momento mais sagrado de sua celebração religiosa numa forma vulgar como truques de mágica. Outras Teorias Por fim, existem três outras possíveis explicações para a origem do hocus pocus: a primeira defende a ideia de que hocus pocus seria uma adaptação do nome Ochus Bochus, um demônio-mágico das lendas anglo-saxônicas; a segunda, crê que a expressão venha do galês “hocea pwca“, que significa o truque do pwca. Pwca (leia-se puca) é uma criatura travessa da mitologia e do folclore irlandês e galês, é uma das várias espécies de elfos e fadas que se divertem em atrapalhar e até causar a morte de viajantes, e finalmente a terceira que diz que hocus pocus seria uma variante de um encantamento proferido em falso latin: “hax pax Deux adimax“, um mero jogo de sons/palavras. — 4. SIM SALA BIM “Após uma noite inteira passada em um festa com Dante, nós não pudemos nem chegar perto do significado de ‘Sim Sala Bim’.” – Theo Annemann, Revista “The Jinx” #67 Essas palavras mágicas se tornaram popular através do famoso mágico Dante / O Grande Jansen, e também era o nome de sua famosa turnê mágica. O mágico profissional Whit Haydn, em uma turnê em homenagem a Dante, explicou sobre o Sim Sala Bim: “Sim Sala Bim são sílabas sem sentido de uma cantiga de ninar dinamarquesa. Dante usava-as em seu show dizendo que elas significavam ‘mil obrigados’. Ele diza que quanto maior o aplauso, maior era sua reverência no palco e mais obrigados Sim Sala Bim significava. Logo após eu me mudar para Los Angeles, nos anos 70, comprei de Ken Leckvold um jogo de anéis que este, por sua vez, comprara do filho de Dante. Eu realmente gostei de me apresentar com esses anéis e, eventualmente, adicionei algumas falas de Dante como palavras mágicas em minha rotina de corda e na bolsa do ovo, como uma forma de tributo. Eu gostei do modo como essas palavras soavam um tanto Ali Baba / Alladin.”Cartaz do show Sim sala bim de Dante De fato, Sim Sala Bim parece ser uma frase extraída de uma cantiga dinamarquesa chamada “Højt på en gren en krage” (Um corvo nos ramos altos), escrita por Johan Ludvig Heiberg baseada em uma antiga melodia germânica. Højt på en gren en krage (Um corvo nos ramos altos), Simsaladim bamba saladu saladim Højt på en gren en krage sad (Um corvo nos ramos altos sentou). Så kom en hæslig jæger (então um horrível caçador chegou), Simsaladim bamba saladu saladim Så kom en hæslig jæger hen (então um horrível caçador chegou caminhando). Han skød den stakkels krage (ele atirou no pobre corvo), Simsaladim bamba saladu saladim Han skød den stakkels krage ned (ele atirou no pobre corvo que caiu). Nu er den stakkels krage (agora o pobre corvo), Simsaladim bamba saladu saladim Nu er den stakkels krage død (agora o pobre corvo está morto). Bill Palmer, no entanto, nota o fato de que o termo Sim Sala Bim não aparece em nenhum lugar da música, o que aparece é Simsaladim. Ele diz que Sim Sala Bim é encontrado em uma outra canção folclórica germânica, “die Eier von Satan” (O Ovo de Satã). Bill palmer em sua pesquisa lembra que no volume 22 da Genii Magazine de 1957 Ray Muse e alguns outros autores discorrem sobre a origem desta frase. Segundo estes, há uma verdadeira guerra entre o mágico Kalanag (nome do personagem do mágico alemão Helmut Schreiber) e Dante que foram os primeiros a usarem essa frase. Kalanag dizia que ouviu essa frase pela primeira vez de um um grupo de crianças de uma escola na Alemanha que cantavam uma canção com essa frase. Kalanag então teria percebido que Sim Sala Bim soava bastante mágico e em 1923 começou a usar essa frase em seus shows. Al Jansen, filho de Dante, por sua vez alega que ele escreveu Sim Sala Bim Polka e a registrou em 1933. Ele também atesta que seu pai havia tomado a frase Sim Sala Dim e a converteu para Sim Sala Bim. Bill Palmer conclui dizendo que dificilmente saberemos quem foi o autor da frase, bem como quem foi o primeiro ilusionista a usá-la. Mas que alguém chamado Lou Lo Well escreveu uma carta para Ray Muse dizendo que ele ouviu Kalanag usando essa frase no início da década de 20. Outras Teorias Sim salabim é uma frase dita por um alquimista turco com poderes mágicos em uma peça folclórica medieval chamada “Robyn Hode: A Mummers Play”: “Eu tenho aqui um poção vinda do oriente. Ela se chama o elixir dourado e com uma única gota eu ressuscitarei Robyn Hode com essas palavras mágicas: ‘Sim Salabim.’ Levante jovem rapaz e veja como o seu corpo já pode caminhar e cantar.“ O Dr. Herbert H. Nehrlich sugere que sim sala bim é o nome de Ali Sim-sala-bim, um nômade que era encantador e mágico. Sim sala bim. Por fim, convém salientar que em alguns países da Europa, em especial na Alemanha e nos países escandinavos, o termo sim sala bim é tão ou mais popular que o Abracadabra como palavras que proferem encantamentos. — 5. OUTRAS PALAVRAS Algumas dessas palavras como “hocus-pocus” (1634), “abracadabra”‘ (1569) e “hey presto” (1732), possuem uma longa história e ligações com crenças sobrenaturais. Outras como “presto changeo” (1905) e “shazam” (1940) são conhecidos apenas como falas de palco, sem raízes místicas ou coisa que o valha. Merece destaque uma variante de abracadabra, oriunda do hebreu ou aramaico. Esta palavra é derivada de “ab” (pai), “ben” (filho) e “ruah hakodesh” (espírito santo), ou ainda do aramaico “avra kedavra” que significa “será criado em minha palavras”. Na numerologia grega, esta palavra corresponde ao número 365, o número de dias do ano. — 6. POR FAVOR E OBRIGADO Talvez as três palavras mágicas mais poderosas do mundo. Ninguém será um grande mágico (e nem um grande ser humano) enquanto não aprender a usar abundantemente essas três palavrinhas. aguaeazeite.wordpress.com/

The Witch's Sabbat - Samhain

The Beauty Of A Witch