segunda-feira, 13 de abril de 2015

As Bruxas das Asturias

A Ambivalência da  Bruxa Asturiana 
A bruxa asturiana é conhecida nas lendas e contos populares por guaxa ou coruxa, o seu nome de baptismo regional. 
Trata-se de um ser ambivalente, mesmo pelo nome que a identifica com a coruja, um animal noturno e de rapina, que as lendas rabínicas atribuem à Rainha por excelência da Bruxaria: Lilith. Não a bruxaria nascida pela fertilização cruzada da Magia Cerimonial e da etnografia imaginativa, que a Folclore Society difundia em fins do século dezenove e inícios de vinte, e criada pelo Wicca, mas uma corrente imemorial e antinomianista de bruxaria cujas raízes nasceram da rebelião dos Anjos e de sua união com a Humanidade Primitiva. 
Perguntei-me muitas vezes o que poderia significar guaxa e a única explicação plausível é vir de guaco, molhado, referindo-se ao curioso fenômeno dos aquelarres asturianos estarem relacionados com lugares húmidos e cheios de água, mas também no sentido pejorativo de “estar molhada”, isto é, excitada sexualmente. 
 
As assembleias das bruxas asturianas nada deviam aos do Labadour, na zona basca francesa, quanto ao esplendor orgíaco e à folia sacrílega. Lugares como Vega del Palo, o centro máximo dos aquelarres ocidentais asturianos, celebra-se num lugar que, pelo seu toponímico, tem a ver com humidade. 
Vega também é traduzível por «lugar inundado». E não há dúvida que a humidade é tão grande que permeia a própria atmosfera, como se a várzea fosse um lago cheio de água invisível, onde respirávamos como peixes pelas guelras da nossa imaginação. 
 
Conhecem-se apenas seis casos de bruxas asturianas julgadas em tribunal de Inquisição e tratadas com mão leve nas suas conclusões penais pelos sereníssimos magistrados, e entre eles fundamentalmente: o de Oria, de Teresa Pietra, da lobeira de Posada de Llanes, de Juana Garcia. Tratam-se de casos, como disse, do foro clínico e psiquiátrico ou mesmo, como no caso da lobeira Ana Maria Garcia, de uma mulher que provocava os valores tradicionais da sociedade e do bom decoro cristão com o seu comportamento sexual e anti-social. 
Pelas Asturias abundavam muitos curandeiros e benzedeiros, 'las rezadoras e los saludadores', mas estes representantes da medicina popular não são propriamente o modelo arquetípico da coruxa. A bruxa asturiana é um ser do Outro Mundo, símbolo do Mal Metafisico, que por vezes se introduz neste mundo pela hora do crepúsculo e metamorfoseado de animal de rapina. É a alma de um humano, o 'ba' dos egípcios, que como uma ave se solta do corpo e viaja pelo mundo intermediário e astral e vagueia pela esfera das nossas visões e dos nosso sonhos lúcidos. 
Entendamos, no entanto, esta noção de «mal metafísico» no sentido iniciático como um ordálio que testa, pelo sofrimento e radicalização, o nosso ego padronizado para que possa abrir-se à influencia do sobrenatural. Ninguém pode passar os Portais do Aquém e do Além se não matar a estrutura convencional do seu ego. Não será descabido, por isso, lembrar os extremos sofrimentos porque passou a paradigmática Isobel Gowdie, a famosa bruxa escocesa, na sua iniciação pelo Homem Cinzento para se tornar uma bruxa. 
 
Isobel Gowdie
A iniciação tradicional da “Bruxaria Sobrenatural” nada tem a ver com a bruxaria de raiz folclórica e ocultista do Wicca e os seus ritos de passagem, celebrados com a burguesa e acolhedora bonomia dum coven, estando numa longa linhagem de transformação da Alma cujas raízes se encontram no Xamanismo Primitivo. 
Ser coruxa é ter este dom de viajar astralmente entre os mundos, pelos interstícios dos universos intermediários, e a sua morada são as cuevas esburacadas das montanhas. Nada há de mais divertido, por isso, do que ver e ouvir relatado que as cuevas são os simulacros hispânicos dos nossos covens. 
Como o orifício de entrada para o outro mundo de muitos xamâs euro-asiáticos, as cuevas são pontos e nós de transição astral pelos Iniciados que conhecem as chaves tradicionais e pelos quais se entra nos aquelarres que se desenrolam fora do tempo e do espaço. Na Tradição Luciferina da Bruxaria ela é chamada por «Porta do Inferno». A expressão inferno deve ser aqui tomada no seu sentido esotérico, isto é, etimologicamente traduzido por «estar debaixo»,  «inferior». Entendamo-nos: «estar debaixo» da nossa personalidade, no nosso inconsciente antropológico diria um psicanalista, ou em termos xamânicos, no Submundo. Não estranha, por isso, que os lobos sejam os acompanhantes preferidos destas mulheres e homens aventureiros do invisível, que como o cão-lobo Cerberu guarda o Tártaro. 
 
Guaxa é uma velha encarquilhada oposta à Xana na mitologia asturiana, cuja esbeltez e beleza emoldurada pelos seus longos e fulvos cabelos atrai os iniciados para as suas cuevas, que se abrem próximas das fontes e dos rios. 
O pavor que a guaxa provocava no cidadão comum devia-se menos á sua fealdade do que ao facto de «chupar la sangre de los niños». Trata-se de uma expressão esotérica mal entendida, e que releva para a ironia com que Aleister Crowley fustigava a sociedade púdica e vitoriana do seu tempo, ao afirmar que havia matado centenas de criancinhas. A metáfora «matar crianças» ou «chupar o sangue dos meninos» insinua que ela tinha relações sexuais sem fins procriadores, já que para o clero um ato sexual sem procriação era matar uma criança. Na essência «o sangre de los niños» refere-se à menopausa e ao facto de se pensar que a mulher retinha para si o sangue menstrual furtando-se ao dever de procriar. Este momento era visto com estranheza pela cultura cristã para a qual não menstruar e não poder ter filhos, conservando simultaneamente o ímpeto sexual, pareceria uma coisa diabólica. É que para a sociedade cristã é a sensualidade que é pecado, e não o dever de procriar, já que Deus disse: «crescei e multiplicai-vos». 
 
Xana
Mas essa metáfora da bruxaria arcaica refere-se também ao fato de, além de não procriar, reter o sémen dos amantes, e criar os céleres seres demoníacos da sua imaginação, como havia feito Lilith. Na imagem asturiana da guaxa nós encontramos o mesmo simbolismo das sheela-na-gig  irlandesas: ambas são feias, velhas e libidinosas. 
Para a Alta Magia todo o ato sexual pode ter uma conclusão procriadora, mesmo quando isso não é possível em termos fisiológicos. A simples descarga apaixonada dos elixires corporais pode criar seres supra-sensíveis, quando a mente bem treinada de um ocultista de «mão esquerda» se aplica segundo as leis e fórmulas adequadas. Deve-se reter aqui, que em muitos dos relatos orgíacos dos Sabates se ocultam vários ritos e cifras de magia sexual que fizeram parte da Tradição Luciferina da Bruxaria, aquela que pelo ímpeto iniciatório de Azazel trouxe, pela sua união com  as belas filhas dos homens, o conhecimento da magia erótica e dos encantamentos. 
 
Xana e Guaxa
Mas ao contrário da guaxa,  a xana é uma donzela e fada que habita as cuevas próximas dos rios que correm pelos desfiladeiros e, como a Fada de Lusinham, ela tem também o poder de construir pontes e castelos. Sob este simbolismo está oculto a crença esotérica de que é ela que protege o nosso Circulo Mágico, habitualmente figurado na forma de uma muralha de quatro atalaias, tal como vemos nas mandalas hindus. A própria palavra mandala quer dizer em sânskrito circulo, representado sempre por uma muralha circular de quatro ou oito torres, onde vivem os boddisatwas. 
À Xana se atribui, por isso, a construção de muitos dos dolmens do norte hispânico, as arredondadas mamoas do  norte português onde vivem as moiras encantadas em serpentes. Ora, precisamente um dos nomes pelos quais a xana  é conhecida entre os asturianos é moura ou mora. 
Segundo Miguel Arrieta Gallastegui as bruxas asturianas eram conhecidas também por xanas, isto é, seres etéricos e efeminados, da escala das fadas, guardiã dos tesouros e em íntima relação com 'la cuélebre', uma serpente-morcego que protege os tesouros da sua sabedoria e desafia os iniciados pela prova do terror. 
 
A serpente e o morcego são as duas zoofanias destas divindades asturianas que parecem confrontar-se entre si como formas simétricas do mesmo Mistério Feminino. Se nos lembrarmos que Lilith era serpente e morcego, poderíamos dizer que xana e guaxa são duas faces do mesmo simbolo feminino mágico. 
Não há dúvida que 'la cuélebre' nada mais será do que o disfarce da Serpente Samael ou Zamael, aquele que “abriu os olhos” de Eva e que em união com Lilith gerou o nosso avatar Caim. Tudo isto aponta para a necessidade de reler a prática da Bruxaria Asturiana à luz de princípios radicais que não se esgotam nem se explicam à luz do «wicca de supermercado» que infesta a cultura neo-pagã moderna, mas de uma corrente tradicional que permeia toda a bruxaria antiga até à descoberta do Vangello publicado por Leland: de que a sua raiz é fundamentalmente luciferina e contra-iniciática. Isto evidentemente será chocante para a massificante cultura de supermercado em que se tornou o neo-paganismo wiccan, com as suas versões de ocultismo popular.
 

Simultaneamente obriga-nos a trazer para a ordem da discussão esotérica moderna o que sempre defendeu o bruxo e iniciado Robert Cochrane: que a bruxaria antiga não era de raiz neo-pagã.  imagick.org.br 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Pirâmide dos(as) Bruxos(as)



O Trabalho mágico de uma BRUXA ou Bruxo exige seriedade e quatro características básicas:

A-) SABER

- Conhecer a si mesmo.
- Conhecer sua arte.
- Saber o que fazer. 
- Saber como fazer. 
- Saber quando fazer.
- Saber quando não fazer.
- Saber o que você quer realizar.
- Especificar bem o que você vai fazer.
- Criar um sigilo com as palavras.
- Saber trabalhar com moderação.

B-) QUERER

- Acreditar em você mesmo.
- Acreditar na divindade.
- Acreditar em suas habilidades.
- Acreditar na abundância do Universo.
- Ter a vontade de praticar de novo e de novo. 
- Habilidades de meditação 
- Praticar visualização. 
- Praticar RELAXAMENTO . 
- Praticar um estado alterado de consciência.
- Praticar para ser capaz de fazer rápido e certo.
- Ter em mente com muita clareza o porque você quer realizar essa operação mágica.
- Observar se sua vontade está corretamente direcionada.
- Observar se não vai influenciar negativamente outra pessoa.
- Observar os aspectos de não prejudicar ninguém. 
- Usar uma ferramenta adivinhatória para checar se seus planos são válidos, se está numa boa hora de pô-los em prática.

C-) OUSAR

- Ter a coragem de mudar as circunstâncias.
- Ter a coragem de controlar seu ambiente.
- Ser responsável por suas ações. 
- Escolher o melhor curso de ação para o trabalho a ser feito. 

D-) CALAR

- Aprender a manter a boca fechada antes do trabalho.
- Aprender a manter a boca fechada enquanto espera pelos resultados. 
- Aprender a manter a boca fechada depois do trabalho. 
- Proteger sua confiança.
- Proteger sua reputação. 
- Proteger sua energia.

www.oldreligion.com.br

Bruxaria / Bruxa: Origem da palavra e Conceito



Conceito e Origem da palavra Bruxa / Bruxaria.

Assim como Cláudio Moreno – Formado em Letras da UFRGS, com habilitação em Português Ae Grego. Doutor em Letras com a tese “Morfologia Nominal do Português” – e outras fontes portuguesas e espanholas, a conceituação da palavra Bruxa/Bruxaria é de origem duvidosa, mas existem algumas evidências de que essa palavra seja pré-romana, originária da região Ibérica.
Conceito
Bruxaria – É um derivado de bruxa, cuja origem até hoje não foi determinada com precisão. Embora alguns autores tentem provar que o vocábulo proveio do latim, o mais provável é que ele já existisse em algum dos dialetos falados na Península Ibérica antes da chegada dos romanos, como foi o caso de bezerro, cama, morro e sarna. Esta hipótese é reforçada pelo fato de só aparecer nas línguas ibéricas (português bruxa, espanhol bruja, catalão bruixa); se viesse do latim, deveria também estar presente no francês (que usa sorcière) e no italiano (que usa strega), que também pertencem à família das línguas românicas.
- 1. Mulher que faz bruxarias; feiticeira, maga, mágica; As bruxas eram perseguidas e castigadas pela Inquisição.Bruxa. [De uma base pré-romana *brouxa]. S. f.- 2. Mulher feia e/ou rabugenta.
– 3. Bras. Mariposa (1). Tipo de borboleta preta.
Mariposa Bruja “Ascalopha odorata ” – São conhecidas popularmente como bruxas negras e foram descritas cientificamente pela primeira vez em por Kart Von Linne.
Em algumas culturas os lepidópteros simbolizam bruxas e fadas, em outras são consideradas a alma das bruxas. A simbologia se estabelece ao relacionar a habilidade destes animais e das bruxas em se mesclar ao ambiente tal como o camaleão. Alguns contos folclóricos dizem que a alma de um bruxo toma a forma de uma mariposa negra e trata de encontrar seu corpo. Se os humanos o encontram primeiro devem fechar a boca, caso ela entre poderá causar a sua morte. Possivelmente, este conceito de alma explica por que em muitas pinturas medievais dos anjos tenham asas de mariposa, em vez de aves.
Filosofia
Bruxaria é uma das diversas crenças advindo do conceito paganismo, sua essência são os cultos pré-cristãos nascidos no CONTINENTE EUROPEU, onde suas bases é o politeísmo, a ancestralidade, o folclore regional (costumes, práticas e espiritualidade de um povo).
Bruxaria é uma religião no tocante ao significado “reli gare” (religação/ reunir) e não como uma instituição com um corpo hierárquico.
Encontramos dentro desta senda o culto de magia natural, a herbalogia, o artesanato e o contato espiritual homem/natureza.
História
Bruxaria: uma história de perseguições por Jade Miladys.
No intuito de tornar a religião cristã uma religião universal e ampliar o poder da Igreja por interesses econômicos, começaram as perseguições aos adeptos de outras religiões, culminando com tortura e morte de muitos inocentes.

A carta “Maleus Malleficarum” (O Martelo das Bruxas) estipulando condutas típicas que caracterizariam uma pessoa como “bruxo”.


Início do Século IX: Difundiu-se uma crença popular que feiticeiros e bruxos malignos existiam. A Igreja Católica da época oficialmente afirmava que tais bruxos não existiam. Era uma heresia dizer que eles eram reais. “Por exemplo, no século 5o., o Conselho eclesiástico de St. Patrick estabeleceu que ‘Um Cristão que acreditasse em vampiros, era o mesmo que declarar-se bruxo, confesso ao demônio; a lei dizia que pessoas com crenças não poderiam ser aceitas pela Igreja a menos que revogue com suas palavras o crime que cometeu.’ Um capitólio da Saxônia (775-790) proclamou estes estereótipos da crença pagã: ‘Se alguém, devoto do Demônio, seguindo as crenças Pagãs, qualquer homem ou mulher considerado um bruxo, que por sua vez come carne humana, deverá ser queimado na fogueira [bruxo confesso]… devendo assim receber a pena capital.”


Ano 906: Regino de Prum, O abade das Trevas, escreve o “Canon Episcopi”. Ele reforçava a crença da Igreja de que os bruxos não existiam. Ele afirmava que algumas mulheres desonestas e confusas podiam voar pelo ar com a Deusa pagã Diana embora isto não acontecesse na realidade; o vôo, na verdade, seria uma forma de alucinação.


975: Penalidades para bruxaria e uso de curas mágicas tornam-se severas. O contricionário Inglês de Egbert preconizava (em parte…): “se uma mulher realiza bruxaria , encantamentos e [usa] filtros mágicos, ela deverá se abster de comida por vinte meses…. se matar alguém com seus filtros, ela se absterá por sete anos.” A Abstenção consistia apenas de pão e água.


1140: Gratian, um monge italiano, incorporou a Canon Episcopi na lei canônica.


1203: O movimento Cathar, um grupo de Cristãos Gnósticos, tornou-se popular na região de Orleans, França e na Itália. Eles foram declarados Hereges pela Igreja. O papa Inocencio III aprovou uma guerra genocida contra os Cathars. O último Catar que se tem noticia foi queimado na estaca em 1321.


1227: O Papa Gregorio IX propôs a Corte de Inquisição para prender, confessar e executar hereges.


1252: O Papa Inocencio III autorizou o uso da tortura durante o processo de inquisição.


1258: O Papa Alexandre IV restringiu a Inquisição a manter suas investigações à casos de heresia. Não investigaram crença em feitiçaria a menos que hereges estivessem envolvidos.


1265: O Papa Clemente IV reafirma o uso da tortura.


1326: A Igreja autoriza a inquisição para investigar casos de bruxaria. Sua maior contribuição foi o desenvolvimento da “demonologia,” a teoria da origem diabólica da bruxaria e estudo dos demônios.


1330: Aumentou a crença popular que bruxos e feiticeiros malignos são aliados de Satã, tinham relações sexuais com o demônio, raptavam e comiam crianças, etc.


1347 a 1349: A epidemia de peste negra dizimou uma porção considerável da população Européia.


1430: Teólogos Cristãos começaram a escrever livros que “provavam” a existência dos bruxos.


1450: A primeira Grande caçada aos bruxos iniciou na Europa. Historiadores afirmavam que estes genocídios religiosamente incitados foram motivados pelo desejo da Igreja em obter maior número de adeptos e terras.


1474: O Papa Inocencio VIII publicou um bula papal condenando bruxos.


1480: Thomas de Brabant escreve o livro “Formicarius”, que descreve a prossecução de um homem por bruxaria. Cópias deste livro foram anexadas ao Malleus Maleficarum anos mais tarde.


1486-1487: Inquisidores (Heinrich Kraemer) e Jacob Sprenger publicam o Malleus Maleficarum (O martelo das bruxas).


1500: Durante o 14th século, constataram-se 38 acusações contra bruxos e feiticeiros na Inglaterra, 95 na França e 80 na Alemanha.


1550 a 1650: Perseguições alcançaram seu pico neste século. Estes foram chamados de “TEMPOS ARDENTES.


1563: Johann Weyer (b. 1515) publica um livro que agride as crenças pagãs. Chamado de “De Praestigiis Daemonum” (Queda das Almas), preconizava a não existência dos bruxos, mas que Satan forçava que eles o seguissem. Ele rejeitava as confissões obtidas sobre tortura e violência e recomendava tratamento médico ao invés de tortura e execução.
 1580: Jean Bodin escreve “De la Demonomanie des Sorciers”. Ele afirmava que era necessário punir os bruxos. Nenhum bruxo acusado deveria ser liberto em caso de suspeita de culpa.


1584: Reginald Scot publicou um livro que estava à frente de seu tempo. In Discoverie of Witchcraft, ele afirmava que os poderes sobrenaturais não existiam. E mais: que as bruxas não existiam.


1608: Francesco Maria Guazzo publica o “Compendium Maleficarum.” Este discute pactos entre bruxos e Satã, a magia que os pagão utilizam para prejudicar pessoas, etc.


1609: Pânico contra bruxos na região Basca, Espanha. La Suprema, o corpo governamental da Inquisição espanhola, reconheceu o acontecido e publicou o Edital de Silência que proibia a discussão sobre bruxaria. O pânico da população desapareceu.


1610: Cessa a perseguição aos bruxos na Holanda, provavelmente devido ao livro de Weyer, 1563.


1616: Uma segunda perseguição às bruxas foi em Vizcaya. Novamente um Edital de Silêncio foi publicado pelo Tribunal de Inquisição. Entretanto o rei aboliu o edital e 300 bruxos confessos foram queimados vivos.


1631: Friedrich Spee von Langenfield, um sacerdote jesuíta, escreve “Cautio Criminalis”. Ele condena as caçadas à bruxos e perseguições em Wurzburg, Alemanha. Ele diz que o prisioneiro é confesso somente devido à torturas e não define a realidade.


1684: Foi executado na Inglaterra o último acusado de bruxaria.


1690’s: Cerca de 25 pessoas morreram durante à louca caçada aos bruxos em Salem; um deles foi pisoteado devido a ele não entrar em processo de confissão; alguns morreram nas prisões, o restante foi enforcado. Não houve novas perseguições na Nova Inglaterra.


1745: França cessa a execução de Bruxos.


1775: Alemanha cessa a execução de Bruxos.


1782: Suiça cessa a execução de Bruxos.


1792: A Polônia cessa a execução de Bruxos; o último país da Europa que a realizava.


1830: A Igreja finda a perseguição aos bruxos na América do Sul.
Fontes:

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Destaque em Salem, Massachusetts: Quatro Atrações de Halloween inspirado a visitar

 Se você pisar dentro de uma loja simples, em Salem, você não terá problemas para encontrar camisetas gritando, "A Bruxa e Famosos". Salem parece estar permanentemente preso em um sonho de Halloween, principalmente para o que ocorreu em 1692, quando mais de 150 pessoas foram acusadas de prática de bruxaria. As trilhas das Bruxas de Salém iria colocar esta comunidade apenas 17 quilômetros ao norte de Boston no mapa para aqueles em busca de um destino verdadeiramente Halloween apropriado. Mesmo se tudo na cidade parece ter "bruxa" estampada em toda ela, Salem continua a ser um belo local para visitar em um dia de outubro crisp. Conheça as Bruxas de Salém Trails no Museu Salem Witch Se você quer um pouco de introspecção na Salem Witch Trilhas, embora um pouco piegas assumir as trilhas, você pode visitar o Museu Salem Witch. O museu oferece uma introdução detalhada para os 1692 trilhas. Os visitantes podem também aprender sobre a caça às bruxas ao longo dos anos. O museu fica o museu mais visitado de Salem. Aprecie Arquitetura e História Witchy na Casa Witch Embora possa parecer que cada casa em Salem tem "bruxa" anexado ao seu título, este é o negócio real, ou pelo menos que a estrutura em pé só na cidade com ligações diretas para as trilhas bruxa de 1692. Você pode visitar a casa do magistrado local e líder cívico Jonathan Corwin. Corwin servido no Tribunal de Oyer, aquele que enviou 19 "bruxas" para a forca.Mesmo se você não está na história bruxa na casa, vale a pena ver apenas por sua arquitetura do século 17. Visite a Casa Spooky of the Seven Gables A casa que inspirou o romance de Nathaniel Hawthorne, 1851 é uma parte muito importante de Salem. A casa e seus sete empenas pertencia ao primo Hawthorne. Hoje ele está em uma forma um pouco estranha, com quartos extremamente assoalho e um exterior escuro. A novela sobre a vida sob os ideais sombrios puritanos da Nova Inglaterra no início pode ser sentida em toda a casa. Construído pelo Capitão John Turner em 1668, a Casa do Seven Gables é com o período apropriado de móveis, peças referenciados no livro e até mesmo uma escada um tanto surpreendente e assustador segredo. Incluído no preço de uma excursão da casa é uma visita ao interior berço brilhante Hawthorne vermelho. A estrutura foi movida em razão de estar a poucos passos da Casa da Seven Gables. A definição de romance aprecia uma vista para Salem Harbor. Veja Bruxa Programa de TV favorito em forma de estátua Apesar personagem Samantha Estêvão interpretada por Elizabeth Montgomery no programa de TV A Feiticeira não tinha nada a ver com Salem, ela tem uma presença na cidade. Uma estátua de bruxa favorita da TV fica ao lado Lappin Park. A estátua foi doada à Salem pela Terra TV e tem uma representação um pouco assustador da estrela Feiticeira. Você pode encontrar Sam sair em sua vassoura em Essex e Washington.blog.onetravel.com

Salem Massachusetts - Destination Video - Travel Guide

A lenda de Jack O'Lantern



Uma lenda irlandesa conta que em um 31 de outubro, Jack – homem alcoólatra e grosseiro – bebeu mais do que de costume e o Diabo veio para levar sua alma. Desesperado para viver, Jack implora por mais um copo de bebida. O Diabo, compadecido, concorda.

Sem dinheiro para o último trago, Jack pede ao Diabo que se transforme em uma moeda. O Diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: poderá libertá-lo se ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e até faz caridade. Mas a mudança não dura muito.

No ano seguinte, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece reclamando por sua alma. Jack, esperto como sempre, convence o Diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O Diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O Diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o Diabo nunca mais o aborreça. O Diabo aceita e Jack o liberta da árvore.

Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O Diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, joga um pedaço de carvão para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe o carvão dentro de um nabo e sai perambulando.

Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O'Lantern ('Jack da Lanterna'). Quem presta atenção vê uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É Jack, procurando um lugar.klickeducacao.com.br