segunda-feira, 10 de março de 2014

Bruxas

Origem da Palavra
Há divergências quanto à origem da palavra. Alguns acreditam que o termo tem ligação  com os vocábulos proto-celtas : *brixtā (feitiço), *brixto- (fórmula mágica), *brixtu- (magia) ou com o Gaulês: brixtom, brixtia do qual deriva o nome da deusa gaulesa Bricta ou Brixta. Outros defendem a teoria de que a palavra vem do Sânscrito, língua clássica da índia, e significa mulher sábia ou mulher mágica.
História
Durante a idade média, mulheres que faziam ungentos e simpatias, chamadas de feiticeiras ou curandeiras ou até mesmo bruxas foram perseguidas pela Igreja Católica. Entretanto, acusá-las de fazem curativos e bebidas com ervas não seria plausível. Essas mulheres foram consideradas maléficas, sendo relacionadas com o diabo e com todas as pragas existentes na região. A Inquisição perseguiu milhares de mulheres consideradas bruxas, pela Europa. Todos entregavam seus vizinhos e parentes quando, na maior parte das vezes, estes não tinham provas concretas ou as mulheres nem ao menos pagas ou curandeiras eram. O episódio de perseguição às bruxas mais marcante foi o da cidade americana de Salém.
As Bruxas de Salém
Há divergências sobre a origem do caos, mas é fato que este acontecimento foi considerado um dos mais sangrentos e cruéis de toda a perseguição ás bruxas. Dizem que a escrava Tituba praticava Vudu ( religião da África Ocidental ) e várias pessoas souberam desse fato, denunciando-a.  Em 1692, o caos se espalhou por Salém, Massachusetts, resultando na morte de mais de 20 pessoas inocentes executadas por acusações de bruxaria e mais de 150 presas por conta das mesmas acusações. A Suma de Letras lançou um livro sobre o tema. Saiba mais sobre o mesmo pelo blog oficial do livro  > http://bruxassalem.blogspot.com/
As Bruxas
Assim como EMO’s não gostam de ser chamados de góticos e vice versa, bruxas não gostam de ser confundidas com feiticeiras.  As bruxas praticam bruxaria, considerada uma religião, e detêm não só magia negra, como também a magia branca. Sua ligação com o capeta foi feita pela Igreja católica, pois as bruxas são pagãs e, não há correspondente de Lúcifer nessa religião. Alguns autores defendem que a conexão com o diabo existe, entretanto, a bruxaria é relatada antes da criação do mesmo pela Igreja Católica. A bruxa está ligada a natureza e nao pratica o bem nem o mal, mas o que bem entende. A feiticeira é alguém que adquiri os conhecimentos, sem ter nenhuma ligação com as entidades espirituais ou com a religião. Na ficção, ambas são consideradas mágicas, sendo a feiticeira mais imparcial e a bruxa sempre mais ligada à magia negra.
Lenda
No imaginário popular, as bruxas são velhas curvadas com nariz pountudo e verruga que caçam criancinhas e fazem maldades diversas e poções em seu grande caldeirão, além de voar de vassoura. Outras versões apresentam a bruxa como uma mulher normal que faz tudo que a velha curvada faz, além de círculos pentagramas no chão que invocam magias, tanto do bem, quanto do mal.
Símbolos
Gato Preto – Na Idade Média, por conta de sua cor e de seus hábitos misteriosos e noturnos, os gatos pretos eram considerados indispensáveis para bruxarias – superticao criada pela Igreja Católica – ou até mesmo bruxas em forma de animal.
Caldeirao – Objeto onde as bruxas teoricamente faziam poções tanto para o bem quanto para o mal.
Pentagrama – Representa a proteção. Suas quatro pontas inferiores representam os quatro elementos e a superior o espírito. Dizem que um círculo com o símbolo no centro pode significar tanto proteção quanto um lugar para feitiços e invocações.
Por que temer ?
É dito que toda a bruxa monta objetivos para si própria, utilizando artifícios da magia negra e da magia branca para conseguir o que quer. Caso você esteja entre a bruxa e seu objetivo ou a atrapalhe de alguma forma, fique certo de que algum feitiço ou praga será lançado contra você.
Se teve calafrios com tudo até agora, fique tranquilo. Para se proteger de feitiços, bloqueando seus efeitos, deve-se fazer um círculo de sal no chão e ficar em seu interior ( em algumas versões o círculo deve ser oval e estar na vertical ). Amuletos contra mal olhado também são efetivos para aqueles que não curtem andar com círculos de sal agarrados aos pés.
Livros, filmes e séries
Livros
As Brumas de Avalon
Avalon é uma ilha perdida por conta da expansão do cristianismo. Lá, praticam-se religioes pagas, o culto a Deusa. As personagens femininas que recontam a lenda do rei Arthur são, nessa série, feiticeiras. Podemos considerá-las bruxas. Leia a resenha dos livros da série :
Série Harry Potter
O bruxinho mais famoso do mundo explora o universo fantástico abrangendo mais o mundo da feitiçaria e bruxaria por fora do universo feminino, seguindo mais a linha do fantástico. Leia a resenha de dois  livros da série :
As Bruxas Mayfair
Anne Rice, com seu universo erótico, fantástico e sombrio, explora o universo das bruxas também. Resenha do primeiro livro – A Hora das Bruxas 1
Filmes
Abracadabra – Três bruxas são trazidas de volta à vida em uma noite de Halloween, na qual pretendem executar sua vingança contra aqueles que as torturaram em Salém. O filme é bem bobinho, – considerado comédia -  mais direcionado para o público infantil/juvenil, é da Disney. Resenha em breve.
Da magia à sedução – Duas jovens bruxas carregam a maldição de que todo homem que se apaixonam deve morrer. Resenha em breve.
Vale a pena conferir os filmes baseados nos livros da série Harry Potter e da série As Brumas de Avalon
Séries
A Feiticeira – Série de televisão americana transmitida de 1964 a 1972. Samantha é casada com James. Eles poderiam ser o casal perfeito, se não fosse por um detalhe : Samantha faz mágica com uma torcidinha de nariz. O amor quer sempre prevalecer, mas o universo da bruxaria carrega muitas confusões com as quais Samantha deve lidar com.
Sabrina, aprendiz de feiticeira – A jovem descobre ser meia-bruxa quando completa 16 anos. Vive com suas três tias e Salem, o gato falante. Sabrina tem que aprender a controlar a magia, que sai de seu controle assim como vários problemas típicos de sua idade. Foi exibida pelo canal Nickelodeon, no Brasil, entre 2001 a 2005.mestredasresenhas.wordpress.com/

sexta-feira, 7 de março de 2014

corazon valiente musica tema: OS ANCESTRAIS




 A Bruxaria Tradicional, refere-se às crenças e práticas da Arte que antecedem o século vinte. Normalmente, apesar de a doutrina e as práticas da Bruxaria Tradicional terem raízes em tempos muito antigos, o tempo mais longínquo que a maior parte das organizações tradicionais podem se datar com alguma exatidão é o século 17. Entretanto, a história do século 11 em diante testemunham práticas similares àquelas transmitidas hoje pelas bruxas tradicionais.



A bruxaria tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período pré-histórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamânicos. 

Historicamente, tal e qual os xamãs, o papel social das bruxas tradicionais era basicamente dividido entre a prestação de auxílio à população na cura de problemas de saúde (problemas da carne, da psiquê e do espírito) e o contato com os espíritos dos mortos e dos deuses (encaminhamento de espíritos recém-desencarnados a seu destino, obtenção de favores da Deusa e/ou dos Deuses, previsões do futuro para facilitar a tomada de decisões tanto no nível pessoal quanto para a comunidade - neste último caso a leitura do futuro seria para os chefes).



Os ancestrais são aqueles que vieram antes e nos transmitiram conhecimento, sabedoria, estrutura e vida. 

Termo utilizado para se referir àqueles que viveram anteriormente. Culto aos mortos existem desde o período Neolítico.
Os templos ancestrais geralmente são posicionados no quadrante Leste ou Oeste, a região onde o Sol e a Lua nascem e se pôem nos mundos inferiores, retornando diariamente em um ciclo infinito. 


O contato com os antepassados é parte essencial na vida de uma bruxa. Amorosos e sempre prontos a nos ajudar, nossos ancestrais mortos se dispõe a atender a nossos pedidos e nos dão força nos momentos difíceis. 

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: Sol, Lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, e assim por diante. Pode-se considerar a Religião Antiga  como a verdadeira arte de viver. 

Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos puderam perceber sua conexão com o todo. 



Desta forma, se abriram para o aprendizado daquilo que realmente somos e tornaram-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual. A Religião Antiga é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza e com seu próprio mundo interior.

Sua origem não tem raízes históricas ou geográficas, na realidade é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição , foram sendo passadas até os dias de hoje.

Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: sol, lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Vento, Ciclos, etc...





Ao observarem o ciclo da natureza e suas manifestações, os antigos puderam perceber sua conexão com o todo . Desta forma, e se abriram para o aprendizado daquilo quem realmente somos e tornaram-se capazes de elevar a consciência e se relacionar com outras realidades e dimensões, assim como manter plena e perfeita harmonia com a natureza, possibilitando a total integração de seus corpos físico, mental, emocional e espiritual.

A prática utiliza-se do trabalho com: ervas, direções sagradas, rituais, contato com natureza e seres espirituais, ritmos, danças e movimentos corporais, elementos básicos da natureza (água, terra, ar, fogo, cristais, pedras, argila, etc...) e técnicas de de purificação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre outras coisas. 

A origem da Religião Antiga ocorreu há milhares de anos atrás, quando nossos ancestrais decidiram superar os obstáculos impostos no caminho da evolução. Essa ancestralidade possuía total integração com a natureza.


Assim, seguindo o fluxo da integração total, o Céu torna-se o Pai que ensina o caminho das estrelas e das origens ancestrais. A Terra torna-se a Mãe que ensina os caminhos das relações, das integrações e evolução da matéria. O grande avô é o Sol, que ensina todos os dias a sabedoria dos ciclos e do círculo da vida. Então a avó é a Lua com sua serenidade, que ensina a arte de sonhar e os mistérios que ilumina os caminhos pelas noites da vida. As Árvores e Vegetais, tornam-se o Povo em Pé; as Águas, o Povo das Águas; o Trovão, o Espírito do Trovão; as Pedras, o Povo de Pedra e todos os Animais tornam-se os irmãos mais jovens. Tudo possui uma energia vital, uma força, um espírito. 



A Religião Antiga é como um conjunto de crenças ancestrais que estabelece contato com uma realidade oculta ou estados alterados da consciência afim de obter conhecimento, poder, equilíbrio, saúde para si mesmo e para outras pessoas. 

Nos tempos antigos, o povo celta celebrava a festa dos mortos para honrar a memória dos seus antepassados, pois esta era a noite em que as barreiras entre o mundo dos vivos e o dos mortos estavam mais finas e permeáveis, permitindo aos antepassados misturarem-se com os vivos, recebidos e festejados pelos seus parentes, trazendo por sua vez as bençãos do outro mundo. O véu entre este mundo e o dos mortos era levantado, e aqueles que estavam preparados podiam aventurar-se a ir até ao outro lado. Os rituais dos druidas pretendiam contactar os espíritos dos mortos, que eram vistos como guias e conselheiros. Os espíritos dos familiares, guardiães da sabedoria da tribo, eram honrados e festejados. 




A noite de 31 de Outubro até à madrugada de 1 de Novembro é a primeira celebração do Inverno e o dia em que começa o ano novo celta. É também uma festa dos mortos. O cristianismo manteve a tradição da festa dos mortos, embora a restringisse aos mortos abençoados, daí que o feriado de dia 1 de Novembro se chame "dia de todos os santos". Como as pessoas exigiam o direito de celebrar também os seus mortos na data em que sempre o tinham feito, criou-se então o "dia de finados", a 2 de Novembro, conhecido em Inglaterra como o "dia de todas as almas". 

É um tempo de começos e de encerramentos, através da morte no Inverno que se aproxima e do renascimento na próxima Primavera. Para os celtas, o tempo era cíclico. Nesta visão, a noite do ano novo era um ponto fora do tempo, o ponto em que o fim e o recomeço se ligavam, onde a ordem do universo se dissolvia no caos primordial, para se refazer numa nova ordem. Por isso, o Samhain era uma noite fora do tempo e desta forma era o momento apropriado para se ter acesso a qualquer outro ponto do tempo. Esta data também era conhecida como "o dia entre os anos". O dia antes de Samhain era o último do ano, e o dia a seguir era o primeiro do novo ano. Samhain encontrava-se entre os dois anos, sem pertencer a nenhum deles, sendo por isso particularmente mágico.


Havia ainda o costume de deixar oferendas (comida e leite) à porta das casas, para que as fadas, em vez de importunarem os humanos, lhes agradecessem a oferta com a sua proteção. Os brincalhões disfarçados que andavam pelas ruas durante esta noite, aproveitavam para pilhar, ou mesmo exigir, essas oferendas. Vem daí o costume, nos países anglófonos, das crianças andarem disfarçadas de porta em porta, a pedir doces - em Portugal, também há o costume no dia 1 de Novembro de as crianças, em grupos, irem bater às portas e pedir o "pão por Deus" ou, em certas regiões, pedir "os santinhos". 

A ideia de "noite das bruxas", divulgada pelo cristianismo, deu um aspecto muito negativo a esta data, que ainda hoje mantém a sua carga supersticiosa. Samhain, de acordo com a antiga divisão do ano em duas metades, é também conhecido por Halloween - da expressão All Allows Eve, "a noite em que tudo é permitido". As cores desta data são o negro, o laranja e o índigo. Os símbolos que lhe correspondem são o caldeirão, as velas votivas, o espelho mágico, as abóboras, os instrumentos de adivinhação (bola de cristal, taro), a máscara e o Jack o'Lantern. 

Os celtas não acreditavam em demónios, mas as fadas eram muitas vezes consideradas hostis e perigosas para os humanos, sobretudo quando se queriam vingar dos homens que inadvertidamente ocupavam as suas terras. 

Os Ancestrais são cultuados e honrados nas mais diversas Culturas e Tradições do mundo. Na religião celta (o Druidismo) eles detinham um papel fundamental dentro do culto e liturgia. Vemos claramente o papel dos Ancestrais em religiões como o Budismo, Hinduismo, práticas Xamânicas (entre as quais o Candomblé e Umbanda Brasileiro e o Vodu Haitiano), e até mesmo na religião Católica. E na Bruxaria não poderia ser diferente.3fasesdalua.com

Assim nasceu a bruxaria


Para pregar o bem, cristãos convenciam seu rebanho da existência do mal: o demônio estava solto e a mulher era perigosa

Por Carlos Roberto Nogueira

 
Inferno,  artista desconhecido

O cristianismo surgiu com a proposta de ser uma religião universal, mas o mundo tinha particularidades, sobretudo religiosas. Para levar a Boa-Nova a todos os homens, os cristãos precisavam se impor sobre seus oponentes. Assim foi construída a Igreja, primeiro apartando-se do judaísmo, o mais incômodo adversário pela inquietante proximidade. Eliminados os judeus - "assassinos de Cristo" -, os heterodoxos foram os seguintes a ser calados ou perseguidos.

Ao longo do período medieval, a Igreja era atormentada pelas seitas de "adoradores do diabo", e por isso as perseguiu. Com rigor cada vez maior, chegou à caça às bruxas da Europa moderna: a combinação trágica e eficaz entre a alteridade e a erudição.

A construção de uma mitologia satânica implicou um monumental esforço de reconhecimento do demônio, de suas formas e possibilidades de atuação. Também era preciso identificar seus agentes, ou seja, aqueles que, embora inseridos no rebanho dos fiéis, tramavam secretamente para a sua perdição. Entre estes estava a mulher. Teólogos e eruditos medievais a converteram em bruxa, o suprassumo da traição e da maldade, o veículo preferencial de toda a malignidade de Satã - enfim, o feminino em toda a sua tragicidade.

A doutrina cristã apresentava como razão para a submissão feminina a própria Criação: se o homem não foi criado pela mulher, ela estava numa posição automaticamente submissa. E ela também era a introdutora do pecado responsável pela condenação dos homens aos tormentos deste e do outro mundo, tornando-se a vítima e, ao mesmo tempo, a parceira consciente do diabo. De presa preferencial do demônio, Eva - a primeira mulher - foi convertida em seu lugar-tenente.

Os movimentos e seitas que ameaçavam e se opunham à Igreja no período medieval levaram à conclusão de que o diabo estava solto. Teólogos e eruditos deixaram de sustentar que o demônio tinha sido totalmente vencido. Se assim fosse, não haveria razão para a continuada existência da Igreja.

O rumor público serviu para ajudar a identificar o mal e seus agentes, especialmente numa Europa em crise. O continente convivia com a peste, as guerras, o Cisma do Papado - a existência de um papa em Avignon e outro em Roma, cada um deles se proclamando o verdadeiro - e a súbita ruptura do mundo tradicional, que eram terríveis novidades certamente causadas por Satã e seus representantes, fossem feiticeiros, adivinhos ou judeus. Havia um imaginário frenético de um mundo em mudança, onde os homens assistiam perplexos à traição do costumeiro, ou seja, da pacífica continuidade que deveria levar o mundo de sempre à bem-aventurança da Jerusalém Celeste. Eles se perguntavam "chorando e gemendo neste vale de lágrimas": por que os diabos agora se apoderam de tudo e de todos, destruindo o rebanho cristão, com a misteriosa permissão de Deus?

Deste modo, a partir do século XIV, o medo do fim do mundo e da danação eterna é intensificado e difundido na Europa de forma jamais vista. Mas esta angústia em relação ao mal não produziria efervescência sem a ação dos pregadores mendicantes, especialmente franciscanos e dominicanos. Conclamando todos ao arrependimento e à penitência, eles evocavam os horrores dos castigos eternos para obter a cura espiritual da cristandade.

Os esforços didáticos da pregação, em vez de tranquilizar as consciências, acabaram impondo, através do diabo, um rígido código ético e moral a partir do final do século XV. Resultado: todos os fatos da vida coletiva foram justificados pela sombria e inescapável mediação do Maligno.

A humanidade era atormentada pela cólera divina, o Dies Irae, e pelo medo de Satã, estreitamente associado à espera do fim dos tempos no senso comum. O Martelo das Bruxas, o "Manual de Caça às Bruxas", assim o enuncia: "Em meio às calamidades de um século que desmorona, o mundo em seu ocaso desce para seu declínio e a malícia dos homens aumenta". E Satã "sabe em sua raiva que tem pouco tempo".

Assim, foi no início dos Tempos Modernos, e não na Idade Média, que o diabo e seus seguidores ocuparam o cenário principal do imaginário europeu. A era das reformas, o período das dissidências religiosas na cristandade que deu origem ao Protestantismo, correspondeu ao momento máximo da repressão à bruxaria. A presença do diabo era necessária para justificar o árduo e ininterrupto esforço missionário, ao mesmo tempo em que a existência de um Satã todo-poderoso servia de fundamento para toda sorte de medidas repressivas e de violências, transformadas em luta contra o diabo, seus agentes e suas armadilhas.

 
Cena de execução: queima de uma mulher - bruxa - em Willisau, Suíça, 1447. Crônica de Schilling de Lucema (1513)

Esse é o momento do "triunfo de Satã". Herdando os conceitos e as imagens modeladas pelas consciências medievais, o início da modernidade emprestou ao demônio uma coerência e uma difusão jamais alcançadas. O medo desmesurado e onipresente do demônio estava associado, na mentalidade popular, à espera do fim do mundo. A luta religiosa conferiu ao diabo o seu estatuto de grandiosidade: ele é o grande rebelde. As reformas confirmaram seu direito de existir em toda a sua potência, em toda a sua majestade. E as perseguições, os processos inquisitoriais, acabaram materializando as ilusões - por que não dizer decepções? - e os medos de uma cristandade que se sentia permanentemente ameaçada pelo mal.

Carlos Roberto Nogueira. Assim nasceu a bruxaria. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 5, nº 56, maio de 2010. p. 18-20.oridesmjr.com

Algumas Noções sobre a Bruxaria

Pode ser diferente a forma da aprendizagem na bruxaria. 

Comece lendo sobre o assunto. Há por aí muita informação relativa a Bruxaria.

Faça anotações de materiais que são básicos na maioria dos Livros de Bruxa existentes.
 

Muita informação é igual em todos lugares de pesquisa, tipo, horário das luas, significados dos elementais, dias da semana, enfim, estes são os primeiros tópicos que você deve ter anotado em um caderno, e que são iguais em todo lugar e não terá como errar. 

Toda mulher nasce bruxa, mas poucas se utilizam do prazer de atuar junto a natureza, outras demoram a despertar essa essência maravilhosa de ser mulher e mágica, e algumas repelem a idéia toda a vida, e talvez por ignorar o significado. 
 

Existem ótimos livros sobre iniciar em bruxaria, mas nunca se esqueça que o néctar está dentro de você. Minha mestre em bruxaria me disse que até um ritual, é realizado com mais energia se forem com minhas próprias palavras, e que o segredo é acreditar em nós mesmas, e que não há o errado se fizermos com amor no coração. 

Então, caso você desconfie, ou não tenha gostado do assunto em magia, procure outras fontes de informação. Siga também sua intuição natural, pois você já está no caminho a partir do momento que se interessa mais sobre o assunto. 
 

Nunca ache que já sabe o suficiente, e nunca se ache a ” última bolacha do pacote “, porque o mais sábio é aquele que esta aqui para aprender, e ouvir os colegas, saber calar e observar. E não é atoa que as imagens de grandes sábios e mulheres poderosas, são de pessoas de mais idade, pois levaram anos para aprender. 
 

E, minhas amigas Bruxas e meus amigos Bruxos, temos uma vida toda para aprender. Só não se esqueçam que temos que aprender e repassar, não guarde pra sí, as informações dos bruxos e bruxas nunca ficam exclusivas, são repassadas. 
 

Resumindo, leia muito, pesquise bastante, encontre com o tempo, um professor ou uma iniciadora de magia, para tirar dúvidas. Existem lugares bons de frequentar, é só pesquisar bastante. Eu por exemplo, achei minha mestra sem querer, nos encontros e desencontros da vida.

Uma pessoa simples e muito sábia.

Com muita experiência e sinceridade.
 

Para ser uma Bruxa ou um Bruxo bem sucedido.

Aprenda a ouvir tudo, mas aprenda a ouvir seu corpo e sua mente, pois eles é que vão direcionar o momento certo e o que você deve fazer em magia.

Aprenda a meditação, que é o contato direto com seu “EU”, é o nectar de todas as formas de bruxaria, é sua fé, seu amor e sua esperança. Acredite em suas premonições, em suas visões, em seus sonhos. Geralmente seu “EU” tenta fazer contato, mas ou você não acredita ou acha coincidência com qualquer coisa, menos com seus poderes naturais.

Aprenda a respeitar seu lado místico, sua vontade de se unir a Mãe Natureza, isso é só seu, ninguém te influenciou, ou te chamou para um culto. Se isole, e verá que isso tudo é só seu, e converse consigo sobre o assunto, não tema. Você é que vai decidir o que fazer, quando fazer e como fazer. Seu líder de crença será a Grande Deusa, que só quer de você, o respeito as Leis naturais da vida.

Aprenda a amar, mas amar incondicionalmente, amar a todos, como se fossem seus parentes mais íntimos, aqueles que você deixa empacar o trânsito dos carros, porque afinal é seu irmão, ou aquele que está estressado, mas é um primo querido. Enfim, quando alguém fizer algo que não te agrade, e tiver uma pequena vontade de “trucidar”, imagine ser parente dele, e dê uma chance ao ser.

Aprenda que tudo volta para você, você dá carinho e recebe carinho, você dá amor e recebe amor, você dá atenção e ganha uma enorme amizade. E aprendendo estes itens acima, que não é nada complicado, basta treinar, você está preparado(a) para práticar magia.

Tenha amor, confiança, paciência, certeza, clareza, e muita intuição para praticar uma magia bem feita e bem sucedida.
 

Dicas para Feitiços

1- Em dia de feitiço, não coma carne e não beba nada alcoólico, evite drogas em seu caminhar na Bruxaria, também não comece após as refeições!

2- Um ritual pode consumir muita energia, então esteja descansado!

3- A saúde é essencial para os bruxos e bruxas!

4- Corpo e mente em harmonia, a natureza agradece!

5- Bruxas gostam de tarô, runas, astrologia. Leia um pouco de cada assunto, pode ter serventia!

6-Nunca, mas nunca mesmo, esqueça de traçar o cículo quando for fazer qualquer feitiço, é uma proteção sua!

7- A limpeza sua e do ambiente são necessárias, você com um banho e o ambiente com a vassoura mágica!

8- Nada como um Animal Guardião, chame o seu pra ficar a seu lado!

9- Aprenda a fazer um altar onde não falte utensílos adequados!

10- Quando mais Natureza por perto, melhor. Ex: se der, água de chuva!

11- Utilize o Caldeirão, queimando ervas! E gire em torno do fogo para criar o Cone do Poder!

12- É necessário 4 itens: Desejo, Concentração, Visualização e Expectativa!

13- Não esqueça que o resultado depende muito do emocional, então permaneça firme a idéia!

14- O inconsciente trabalha com símbolos, dai a razão dos itens da Bruxa! Vela, incenso, etc… Os sentidos aguçados também ajudam!

15- A visualização do pedido é de extrema importância, exercite fechando os olhos e vendo o máximo de detalhes a serem realizados, sinta-os!

16- O Universo conspira junto com você, e precisa do tempo necessário para atuar, tenha paciência de esperar o momento favorável de ser realizado!

17- A Bruxaria é um aprendizado constante e gratificante. Você sempre estará junto a Natureza de uma forma ou de outra!

18- Contrua seus dizeres do ritual inteiro, é mais criativo e tem sua energia compondo. Só não esqueça de encerrar com algo do tipo: ” Que seja para o bem de todos!”

19- Antes dos feitiços, consulte os ciclos da Lua, horários planetários, cor de velas, incenso, tudo de acordo ao seu desejo. Consiga harmonia da Natureza e encontre uma paz espiritual!

20- Por último, lembre-se que é preciso paciência para aprender, e as vezes com os próprios erros!
 

As bruxas sempre tiveram que pesquisar antes de praticar a magia. Nos dias atuais, temos sorte em ter os assuntos em mãos, facilitando e dando mais tempo para aprender mais. 

A bruxaria sempre foi uma religião de poesia, e não de teologia.
Sua tradição foi repassada por metáforas, deixando os mistérios complicados para se revelar. 

Não é necessário um ritual para alguém se tornar bruxo(a). O que faz de uma pessoa bruxa é a prática e a sua vida como tal. 

A Bruxaria nada mais é do que o uso da magia natural, ou seja, a magia da natureza. Assim, utilizar a energia dos elemntais, dos planetas etc está correto. Porém, acredito que exista uma confusão aqui. Os deuses não são entidades a parte. Nós, bruxos e bruxas, cremos que a divindade está em todas as coisas. A Deusa e o Deus não governam a Terra; eles são a Terra. Sendo assim, pela definição de bruxo(a), se você estiver honrando a natureza e os seus elementos, estará honrando os deuses. Não se preocupe em dar nomes, faça o que for sincero para você, ok! 

Aprenda que tudo volta para você, você dá carinho e recebe carinho, você dá amor e recebe amor, você dá atenção e ganha uma enorme amizade. E aprendendo estes itens acima, que não é nada complicado, basta treinar, você está preparado(a) para práticar magia.
Tenha amor, confiança, paciência, certeza, clareza, e muita intuição para praticar uma magia bem feita e bem sucedida. 

A prática da magia e do ritual é uma arte antiga, e tão antiga quanto o homem, e continua sendo praticada até hoje.
Existe um consenso entre os estudiosos de sua “essência“, que explica como uma junção de força e energia psíquica combinados com a vontade do mago provocando as modificações desejadas por este.
Você ja deve ter ouvido falar em “Magia Branca” e Magia Negra”, pode tratar de esquecer. Magia é magia e ponto final.
Sua essência sempre será determinada pela vontade do operador, suas intenções e suas sensações.
O magista se utiliza de segredos da Natureza, de sua vontade, de sua força, enfim, o conteúdo diferencia a magia boa da ruim. Lembrando que todo mago sabe da “Lei Triplice”, e fica a critério que tipo de magia realizar. 

A primeira coisa que aprendemos quando estamos lidando com Magia no Paganismo é o reflexo da Natureza. A Natureza não é boa nem má, ela apenas é. O mar que sustenta peixes é o mesmo mar que mata as pessoas afogadas, causa maremotos ou afunda embarcações. Isso quer dizer que o mar “é mau”? Claro que não. As coisas simplesmente são. Da mesma forma, não existem pessoas cem por cento boas nem pessoas cem por cento más. E é assim que a eterna rivalidade de bem X mal cai por Terra. Tudo é muito complexo para caber em apenas duas classificações tão simples. Para quem deseja trabalhar com a Magia, é fundamental conhecer determinados conceitos relacionados à nossa Arte. 

Existem diversas vertentes que se utilizam da magia, mas a Bruxaria caracteriza-se principalmente pelo uso da magia da Natureza para atingir fins específicos. Observamos seus ciclos (as estações, as fases da Lua) e os celebramos, para aprender sobre a vida. 

“Tudo o que fazemos volta para a gente, não importa se é bom ou ruim”. Portanto, nada é “proibido” a quem estuda e pratica a Bruxaria, porém, toda pessoa tem consciência de que o que ela fizer voltará para ela. Cabe a cada um ter responsabilidades pelos seus atos. 

Diversos atos maléficos de pessoas perturbadas são atribuídos à Bruxaria. Diversas vezes, vemos no noticiário coisas como “Ritual de Bruxaria leva à morte três pessoas” ou “Bruxa em Pernambuco afirma comer carne humana”. Isso é ridículo. Essas pessoas não são, nem de perto, praticantes da Bruxaria. São doentes mentais, criminosas, e devem ser presas. 

Não existem “ex-bruxas”
Cansamos de ver em programas televisivos evangélicos pessoas que se intitulam “ex-bruxas”. Em tais programas, essas pessoas contam ao pastor-apresentador como faziam “trabalhos” para acabar com a vida das pessoas. Isso não existe. O que essas pessoas faziam (isto é, se chegaram a fazer realmente alguma coisa) não tem absolutamente nada a ver com Bruxaria. A regra de ouro das(os) bruxas(os) é: “Sem prejudicar ninguém, faça o que quiser”, pois sabemos que tudo o que fizermos voltará para a gente – é a lei do eterno retorno, que é vista em tudo na Natureza. As(os) bruxas(os) sabem que, se fizerem o mal, tudo voltará para elas de forma muito maior, assim como se fizerem o bem. Por isso, é claro que ninguém vai desejar o mal de ninguém, nem querer prejudicar ninguém. Pessoas com má índole existem em todos lugares, independente de sua religião. E, se uma pessoa é assim, isso significa que ela é uma pobre coitada que um dia pagará por seu atos, e não uma pessoa que pode ser considerada bruxa. 

A Bruxaria não é um ato de rebeldia
Pelo menos àqueles que a praticam de modo sério. Há certamente muitos jovens (e até adultos, por que não?) que buscam um meio de escape para fugir da sociedade opressora que os cerca, e dizem-se bruxos ou buscam a Bruxaria apenas para colocarem-se contrários ao sistema. Infelizmente, esta é uma realidade, mas uma realidade que tentamos mudar através de sites como este. A Bruxaria não é um sistema de auto-ajuda e seus praticantes são pessoas sérias e idôneas, e não um bando de malucos. 

Bruxas(os) não usam drogas em seus rituais
Muito pelo contrário: querendo estar cada vez mais próximas à Natureza, a maioria das(os) bruxas(os) busca uma alimentação e hábitos saudáveis, o que descarta imediatamente o uso de drogas. Além disso, realizar um ritual torna-se praticamente impossível sem a pessoa estar consciente de seus atos. Drogas: estamos fora! 

Bruxas(os) não praticam orgias
Também não somos pedófilos, comedores de carne humana e outros absurdos que são ditos por aí. As(os) bruxas(os) celebram a fertilidade da Natureza e consideramos o ato de fazer amor um ato totalmente sagrado. Algumas bruxas e alguns bruxos gostam de realizar seus ritos nus porque acreditam que, desta forma, sua energia flui melhor. Porém, trata-se de uma escolha pessoal e não há abusos ou sequer malícia. Viemos nus ao mundo e o pecado foi colocado na mentalidade humana com o decorrer dos tempos. As bruxas trabalharem nuas em seus rituais não significa que elas sejam “pecadoras” ou que estejam praticando sexo; só estão nuas.
 

Malefícios

Enguiços, Quebrantos, Maus Olhados, Pragas, invejas, bruxarias
Conheça os malefícios que podem atormentar a sua vida


Malefícios, Enguiços, Quebrantos, Maus Olhados, Pragas, de acordo com as crenças religiosas e tradições esotéricas, são diversos os fenómenos espirituais do mal, ou malignos, que podem atingir negativamente a vida de uma pessoa.

Uns podem ter uma origem voluntária e premeditada, ouros podem ter uma origem involuntária e espontânea.
Quando falamos de fenómenos espirituais negativos de origem voluntária e premeditada, falamos de malefícios que são fruto de feitiçaria. Essas são Maldições criadas atraves de processos espirituais e que podem ter diversos efeitos na vida de uma pessoa, podendo criar quebrantos ou enguiços, ou infestações, que são:

Enguiço:

Uma maldição que gera um «enguiço», provoca um bloqueio total á vida de uma pessoa e tudo na vida da pessoa atingida tende a correr mal. O enguiço bloqueia tudo na vida de uma pessoa, causando uma inultrapassável estagnação, ao passo que faz aparecer repetidos infortúnios, constantes imprevistos e contratempos, enfim:

afunda a vida de uma pessoa num beco sem saída de problemas sobre problemas.

Este tipo de malefício espiritual, normalmente resulta de fortes trabalhos de bruxaria, realizados para destruir a vida de uma pessoa.



Quebranto:
Uma maldição que gera um «quebranto», tende a paralisar e estagnar espiritualmente a pessoa atingida, levando-a a cair num estado de profundo desânimo.
O quebranto gera uma quebra na força anímica, produz apatia, cria uma inexplicável falta de forças e descrédito.
Neste caso, a pessoa fica sem capacidade de decisão, sem saber que fazer, cheia de indecisão e moralmente quebrada.
Estes fenómenos geralmente resultam de malefícios muito bem premeditados, ou seja, são efeito de poderosos feitiços de magia negra que são encomendados a peso de ouro para atingir uma pessoa ou uma familia.
Infestação:
Infestação sucede quando forças espirituais muito negativas foram lançadas, através de uma maldição, contra uma pessoa ou algum local, como uma casa, um lar, etc. A infestação toma conta de uma pessoa ou de um local. Quando infestada por espíritos negativos, a própria pessoa infestada, ( ou que esta em contacto com um local que foi infestado), começa a actuar de forma contrária aos seus interesses, gerando-se assim caos e ruina a todos os níveis da sua própria vida. Conjuntamente, tudo o que é mau tende a aproximar-se da pessoa, como a própria pessoa atraísse irresistivelmente tudo o que é negativo para junto de si. Quando uma infestação se entranha fortemente numa pessoa, eventos negativos começam inesperadamente a ocorrer e sucedem-se vez apos vez, sem parar. Passado um certo tempo, a pessoa nem se apercebe de como caiu num rumo de tamanha desgraça.

Quando falamos de fenómenos espirituais negativos de origem involuntária e espontânea, geralmente falamos de maus olhados e as pragas, conforme se explica:
Uma praga pode ser conjurada num violento momento de ódio, e criar um devastador efeito na vida da pessoa atingida, caso quem a lançou tenha um coração negro e cheio de ódio.
Um mau olhado é um olhado cheio de carga espiritual negativa e no qual se pode transmitir uma corrosiva inveja ou poderoso ódio. Por esse olhar acaba sendo transmitido um violento efeito negativo na vida de alguém.

Esses tipos de fenómenos espirituais negativos e involuntários, podem ser lançados a alguém sem recurso a um trabalho de feitiçaria encomendado a alguém, pois basta um meu desejo violentamente lançado contra alguém para que tais fenómenos sejam despertados
Em resumo:
fenómenos espirituais negativos de origem voluntária e premeditada, ou malefícios que são gerados através de uma maldição:
Enguiço: provoca um bloqueio total á vida de uma pessoa e tudo na vida da pessoa atingida tende a correr mal.

Quebranto: tende a levar a pessoa atingida a cair num estado de profundo desânimo, apatia, falta de forças e descrédito. Neste caso, a pessoa fica sem capacidade de decisão, sem saber que fazer, cheia de indecisão, caída em depressão e angustia, enfim: moralmente quebrada


Infestação : a própria pessoa infestada por forças espirituais negativas, começa a actuar de forma contrária aos seus interesses, gerando-se assim caos e ruína a todos os níveis da sua própria vida. Conjuntamente, tudo o que é mau tende a aproximar-se da pessoa como se fosse por ela atraído, e eventos negativos começam inesperadamente a ocorrerfenómenos espirituais negativos de origem involuntária ou espontânea:

Praga: pode ser conjurada num violento momento de ódio, e criar um devastador efeito na vida da pessoa atingida, caso quem a lançou tenha um coração negro e cheio de ódio. A praga pode chegar a ser tão poderosa como uma maldição gerada através de um trabalho de bruxaria.

Mau olhado é um olhado cheio de carga espiritual negativa e no qual se pode transmitir uma corrosiva inveja ou poderoso ódio.
Por esse olhado, acaba sendo transmitido um violento efeito negativo na vida de alguém, causando profundo mal estar e constantes impedimentos.


Seja como for, voluntária ou involuntariamente, os males espirituais que atingem a vida de uma pessoa são sempre imprecações, ou seja, resultam de pedidos feitos com grande força, veemência ou violência, contra ou a favor de alguém, pedidos esses dirigidos a entidades espirituais.


A única diferença é se foram imprecações, (pedidos), feitos involuntariamente, ( por exemplo, como resultado do auge de um grande ódio ou inveja), ou se foram pedidos feitos voluntariamente através de uma encomenda de um trabalho a um bruxo, bruxo esse que por sua vez usou das suas habilidades espirituais e conhecimentos de feitiçaria para encomendar essa maldição a uma entidade espiritual muito poderosa.